O Observatório Social da Petrobrás é uma organização da sociedade civil que tem o objetivo de estudar e divulgar os impactos que a privatização da Petrobrás tem gerado para o povo brasileiro.

O Observatório Social da Petrobrás está lançando o Monitor dos Preços dos Combustíveis. Essa ferramenta tem o objetivo de informar de maneira clara e simples, para que todos os brasileiros possam acompanhar a dinâmica dos reajustes dos preços dos combustíveis.

Última atualização: 09 de novembro de 2021

Entenda o Monitor dos Preços

Desde a implementação do Preço de Paridade de Importação (PPI), os preços cobrados pelos derivados de petróleo no país não param se subir, chegando em 2021 a valores deslocados totalmente da realidade dos brasileiros. Gasolina a R$ 7 e gás de cozinha a R$ 100, passaram de pesadelo à realidade. Estamos há 16 meses seguidos com aumento no preço médio nacional do GLP, 11 meses consecutivos de crescimento do GNV e cinco meses seguidos de alta na gasolina e no diesel.

Neste contexto, o Monitor dos Preços do Observatório Social da Petrobrás visa mostrar à população de forma atualizada e fácil os preços cobrados pelo GLP, gasolina comum, diesel S-10, GNV e etanol no território nacional. Quanto subiu em cada período, seus valores nominais e reais e a comparação com o salário mínimo.

O Monitor dos Preços utiliza dados da pesquisa mensal e semanal de preços do Levantamento de Preços de Combustíveis (LPC) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Os dados serão atualizados semanalmente e o deflacionamento ocorrerá a partir do IPCA/IBGE.

Valores nominais

Nos gráficos acima, podemos visualizar os preços médios mensais destes cinco combustíveis em termos nominais, ou seja, o valor da época: GLP, gasolina comum, diesel S-10, etanol e GNV. O início da série é julho de 2001, quando a ANP começa a divulgar este dado. Os valores iniciais são: R$ 17,195 para o GLP, R$ 1,68 para a gasolina comum, R$ 0,73 para o GNV, R$ 1 para o etanol e R$ 2,226 para o diesel S-10 – a série deste último começa em dezembro de 2012, ano em que o S-10 passou a ser obrigatório.

Valores reais (deflacionados)

No entanto, é difícil fazermos uma análise precisa de preços em um país onde a média de inflação anual desde a adoção do Real é de 6,82%. Por exemplo, R$ 1 em julho de 1995 equivale, atualmente, a R$ 5,11. Já R$ 1 em julho de 2021 representa R$ 3,36 hoje. Para contornar este problema, apresentamos também no gráfico os preços médios dos combustíveis corrigidos pela inflação (IPCA/IBGE). Assim podemos comparar os preços atuais com os valores reais de períodos anteriores. A título de comparação, a média de preço em valores de julho de 2021 para o GLP para toda essa série histórica (julho de 2001 a setembro de 2021) é de R$ 72,43. Ou seja, atualmente, o preço desse combustível é 36% superior à média. A gasolina comum está 20% acima do preço médio, o diesel S-10, 18%, o GNV 37% e o etanol 42% mais caro.

Salário Mínimo x Preços dos Combustíveis

Por fim, mostramos quanto representa cada um desses combustíveis em relação ao salário mínimo brasileiro de cada ano. Para isso, dividimos o valor nominal de cada unidade (litro, botijão de 13kg ou m³) em relação ao salário mínimo em vigor naquele ano. Podemos verificar que houve uma tendência de queda da proporção de combustível/salário mínimo ao longo da maior parte do século XXI, interrompido entre os anos de 2015 e 2017, quando a política de preços da Petrobrás mudou e os ganhos reais do salário mínimo se arrefeceram. O preço de um botijão de 13kg de GLP chegou a significar 5,7% de um salário mínimo em janeiro de 2015. Hoje ele equivale a 8,5%.

O preço dos combustíveis nunca foi tão caro

e você já deve ter ouvido muitas justificativas pra isso. Mas o interesse de poderosos políticos e empresários impede que você saiba o real motivo desse aumento. Saiba a verdade aqui!

Muitos pensam que o culpado pelo aumento dos combustíveis é o alto imposto. Entretanto, a média nacional do ICMS é a mesma desde 2014: 27,6%. O que mudou de 2014 pra cá foi a política de preços da Petrobrás.

O crescimento do dólar influencia, mas não explica sozinho o encarecimento dos combustíveis. A resposta está no Preço de Paridade de Importação (PPI).

SEGUNDO O SITE DA PETROBRÁS:

“Como base a Paridade do Preço de Importação, formado pelas cotações internacionais destes produtos mais os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias, por exemplo”

Site da Petrobras | http://www.petrobras.com.br

Em resumo, é a política de preços adotada pelo Petrobrás em 2016, no governo Temer, quando Pedro Parente estava no comando da empresa, e mantida por Bolsonaro e pelo atual presidente da Petrobrás, General Silva e Luna.



A Petrobrás produz em território brasileiro cerca de 80% dos combustíveis consumidos no país, mas nós pagamos como se eles fossem importados. Pagamos em dólar e até uma tarifa portuária e de transporte que não existe. Isso tudo mesmo com as refinarias operando em torno de 30% abaixo de sua capacidade de produção e com várias obras de refinarias paradas.


A política de preços é parte do processo de privatização da Petrobrás. Por isso o Observatório também criou o Privatômetro. Elaborado pelos economistas Eric Gil Dantas e Tiago da Silva Silveira, do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (IBEPS), o Privatômetro traz uma série de dados de medição dos impactos econômicos que a privatização da Petrobrás está gerando. Confira!

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Dossiê “Petrobrás para os Brasileiros”
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