Outdoors em cinco cidades paulistas denunciam política de preços dos combustíveis

Outdoors em ruas e avenidas das cidades de São José dos Campos, Jacareí, Caçapava, Guaratinguetá e Lorena, no interior de São Paulo, denunciam a política de preços da Petrobrás, responsável pela disparada no valor dos combustíveis. Só neste ano, a direção da estatal já anunciou seis sucessivos reajustes nos preços da gasolina e do gás de cozinha e cinco altas do diesel. A campanha “Preço Justo, Já!” é promovida pelo Sindicato dos Petroleiros de São José dos Campos (Sindipetro-SJC), em parceria com o Observatório Social da Petrobrás (OSP).
São sete outdoors, que foram instalados em locais estratégicos nos cinco municípios, onde há alta circulação principalmente de veículos. Foram confeccionados dois modelos de painéis. Um deles estampa a foto de Bolsonaro e compara a contradição das suas declarações sobre a política de preços da Petrobrás em dois momentos: primeiro em 2018, durante a campanha eleitoral, e agora, no poder. O segundo modelo, sem foto, imita um cartaz de promoção e também faz crítica à política de precificação dos combustíveis.
Desde o início do governo Bolsonaro, o gás de cozinha vendido pela Petrobrás acumula alta de 66%; a gasolina, 46%; e o diesel, 48%, segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis).
“Essa campanha tem o objetivo de sensibilizar a população para o problema, já que os aumentos constantes no preço dos combustíveis vêm penalizando muito a população, sobretudo os mais pobres”, afirma o presidente do Sindipetro-SJC, Rafael Prado.
Estudo realizado em abril pelo Observatório Social da Petrobrás mostra que é possível vender a gasolina a R$ 3,60, o diesel a R$ 2,90 e o botijão de gás a R$ 60. Para isso, basta acabar com o PPI (Preço de Paridade de Importação), política adotada desde 2016 pela gestão da Petrobrás, que precifica os combustíveis de acordo com as variações do dólar e do petróleo internacional. “Ao contrário do que o governo diz, é possível sim baixar o valor dos combustíveis e praticar um preço justo. Mas para isso é importante que a população se sensibilize e também entre na luta, junto com a categoria petroleira, contra a política de preços dos combustíveis e em defesa de uma Petrobrás para os brasileiros”, afirma o petroleiro.

Para mais notícias e informações, acesse o site do Observatório Social da Petrobrás: http://www.observatoriopetrobras.com

*com informações do Sindipetro-SJC

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