Política de Preços da Petrobrás
Em cinco anos de PPI, gasolina bate recorde histórico

A atual política de preços da Petrobrás completou cinco anos neste mês de outubro, com um recorde histórico no valor real da gasolina. Na semana passada, o litro do combustível custava em média R$ 6,36, segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), ultrapassando o pico anterior, de R$ 6,25, registrado em fevereiro de 2003. O diesel S-10 também bateu recorde em outubro, atingindo o maior preço médio mensal real da última década, de R$ 5,033, o que motivou os caminhoneiros a decretarem greve a partir de 1º de novembro.
Desde que o PPI (Preço de Paridade de Importação) foi implementado, em 2016, no governo de Michel Temer, os combustíveis vendidos no Brasil acumulam uma alta muito acima da inflação. Levantamento do Observatório Social da Petrobrás (OSP) aponta que, nesse período de cinco anos, a gasolina registrou um aumento real (considerando a inflação) de 39%, com reajuste nominal (sem ajuste da inflação) de 79%. O litro do diesel S-10 superou a inflação em 28,7% e teve crescimento nominal de 60%. Já o gás de cozinha foi o recordista, com uma alta real de 48% acima da inflação e 84% em termos nominais.
Na média mensal de outubro de 2016, tendo como referência valores de setembro de 2021, a gasolina custava R$ 4,58 o litro, preço que saltou para R$ 6,36 na semana de 17 a 23 de outubro de 2021 (neste valor não está computado o aumento de 7,04% nas refinarias). O preço do diesel subiu de R$ 3,76 para R$ 5,048. O botijão de 13kg de gás de cozinha era vendido a R$ 68,94 e hoje seu preço médio é de R$ 102.
“A gasolina foi a última a chegar ao seu patamar real recorde, registrando neste mês de outubro uma alta acima do maior valor até então alcançado, em fevereiro de 2003, ou seja, há mais de 18 anos. O gás de cozinha vem superando recordes desde março deste ano, mês em que o diesel S-10 também bateu o recorde anterior, que era de R$ 4,47, alcançado em maio de 2018. Ou seja, no aniversário de cinco anos do PPI, o nosso presente são os maiores níveis de preço da história”, afirma o economista Eric Gil Dantas, do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps) e do OSP.

Preço de produto importado
O PPI se baseia nos custos de importação, que incluem transporte e taxas portuárias como principais referências para o cálculo dos combustíveis, criando preços fictícios para o consumidor brasileiro. Dessa forma, a variação do dólar e do barril de petróleo tem influência direta no cálculo dos combustíveis.
É por conta desse modelo de precificação que a gasolina, o diesel e o gás de cozinha vêm sofrendo aumentos consecutivos. Só neste ano, nas refinarias da Petrobrás, o diesel aumentou 13 vezes, a gasolina 12 e o gás de cozinha, oito. De janeiro a outubro, o diesel subiu 65,3%, a gasolina acumula alta de 73,4% e o custo do gás de cozinha cresceu 48%.
“A disparada no preço dos combustíveis é um dos fatores que mais pesam na inflação, que, nos últimos 12 meses, já passou de 10%. No último resultado do IPCA, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, os combustíveis veiculares e os combustíveis domésticos, principalmente o gás de cozinha, foram os dois itens que tiveram maiores aumentos dentre todos os que compõem o indicador, de 42,02% e 33,03%, respectivamente”, destacou o economista.

Para mais informações, acesse: https://observatoriopetrobras.com/

Rio de Janeiro | Projeção em prédio evidencia greve da PBio e denuncia privatização da Petrobrás

Informações e imagens críticas à privatização da Petrobrás tornaram-se parte da paisagem do bairro Humaitá, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na noite desta quinta-feira (20/05). O Observatório Social da Petrobrás (OSP) realizou a projeção de vídeo em um prédio residencial para dar visibilidade à greve dos trabalhadores da Petrobras Biocombustível (PBio), que começou ontem, e denunciar o desmonte da maior empresa brasileira. Uma nova ação será promovida nesta segunda-feira (24), em parceria com a categoria petroleira.
Durante três horas, o OSP projetou diversas artes, fotos e mensagens contra a privatização da Petrobrás, promovida pelo governo federal e cujos ativos estão sendo vendidos a preço de banana, em defesa de uma política de preço justo dos combustíveis e em apoio à mobilização dos petroleiros. Também foram exibidos vídeos, explicando os motivos da greve.
Os empregados da PBio, que é uma subsidiária da Petrobrás, paralisaram as atividades na manhã desta quinta-feira, por tempo indeterminado, contra a decisão da gestão da companhia de vender a empresa de biocombustíveis de “porteira fechada”. O pacote ofertado inclui a sede, no Rio de Janeiro, as usinas de Candeias, na Bahia, de Montes Claros, em Minas Gerais, e de Quixadá, no Ceará, além de um efetivo com 144 trabalhadores concursados. A categoria se posiciona contra a privatização da empresa e reivindica a manutenção dos seus empregos após a venda, que está em processo de conclusão.
A vídeo projeção realizada pelo OSP ganhou repercussão nas redes sociais. A próxima iniciativa será promover um grande tuitaço, às 11h, nesta segunda-feira, dia 24 de maio. Para saber mais sobre as iniciativas do observatório, siga nossas redes sociais @observatoriopetrobras.

Empresa lucrativa
A PBio é uma das principais empresas de produção de biodiesel do país e estratégica para a transição energética brasileira. A empresa foi criada em 2008, como o braço verde da Petrobrás, e tem garantido lucros para a companhia desde 2017.
Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps), nos últimos quatro anos, o lucro da PBio foi de quase R$ 740 milhões. “A Petrobras Biocombustível é uma empresa, hoje, lucrativa. Desde 2017 tem lucros líquidos anuais positivos”, afirma Eric Gil Dantas, economista do Ibeps.
O Brasil é o 4º maior produtor de biodiesel no mundo. Hoje, de acordo com o estudo, 71% da matriz energética dessa produção nacional é proveniente da soja, o que incentiva a monocultura desse produto, apontada como uma das grandes causas do desmatamento no país.
Na PBio, diferente das outras empresas do ramo, a participação da soja como matéria-prima para a produção do biodiesel é de apenas 26%, reduzindo os impactos ao meio-ambiente. Além disso, a Petrobras Biocombustível tem um importante trabalho em conjunto com a agricultora familiar, o que potencializa a renda para o povo brasileiro.

Alessandra Martins
Assessora de Imprensa/Observatório Social da Petrobrás
(11) 97531-0753

Preço dos combustíveis: Carga tributária da gasolina cairia 52% com fim do PPI

Se a gestão da Petrobrás mudar a política de precificação, a população vai pagar menos impostos sobre os combustíveis. A conclusão é do Observatório Social da Petrobrás, que realizou um estudo sobre a composição dos preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha. Sem o PPI (Preço de Paridade de Importação), de acordo com a pesquisa, a gasolina teria uma redução de 52% na carga tributária.
“Ao contrário do que muita gente pensa, não são os impostos os principais responsáveis pelos preços abusivos dos combustíveis, praticados hoje no Brasil. Os reajustes sucessivos não estão relacionados ao aumento de tributos”, afirma Eric Gil Dantas, do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps).
Segundo o economista, a maioria dos tributos no país é aplicada em um preço final. Com isso, se o preço aumenta a quantidade de impostos cobrados também aumenta. “Mesmo zerando alguns tributos, como foram feitos com impostos federais no diesel e no GLP no mês de março, não faz alguma diferença perceptível no final da cadeia para o consumidor”, esclarece.
O grande vilão dos preços altos, garante Dantas, é o PPI. Implementado pela gestão da Petrobrás em 2016, essa política é atrelada ao mercado internacional e se baseia, principalmente, nas variações do dólar e do barril do petróleo para definir o preço de venda dos combustíveis.

Impostos com e sem PPI
Na pesquisa, o Observatório mostra a diferença do valor de impostos pagos pelo consumidor com o PPI e sem essa política de preço. O estudo é fundamentado no Sistema de Levantamento de Preços da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), do período de 28/03 a 03/04. E também considera os preços justos estabelecidos pelo Observatório, com base nos custos nacionais da produção de derivados de petróleo – gasolina a R$ 3,60, diesel a R$ 2,90 e gás de cozinha a R$ 60. Aos valores foram aplicadas as proporções de tributação demonstradas pela Petrobrás.
O resultado é que sem o PPI, a população pagaria 52% a menos de tributos na gasolina, o equivalente a R$ 0,74 por litro. No diesel, a redução da carga tributária seria de 49%, ou seja, R$ 0,20 a menos por litro. No caso do botijão de 13kg de gás de cozinha, a quantidade de tributos seria 43% menor, correspondendo a menos R$ 3,74 por unidade.
O estudo apresenta ainda um exemplo prático, para ajudar a entender melhor o impacto que o PPI gera no bolso do brasileiro. “Se pegarmos um indivíduo que consuma 710 litros de gasolina por ano, teremos que sem o PPI, pagando o ‘preço justo’, ao invés deste consumidor despender R$ 1.547,50 em tributos, ele despenderá R$ 1.019,84, ou seja, uma economia de R$ 527,66”.

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